O post de hoje é uma homenagem especial ao nosso querido Abner.
Ele também participou do Brilho Celeste, não cantava muito com o grupo
infantil, porque a praia dele mesmo era o grupo musical. Arriscava na guitarra,
mas o sonho era ser o baterista da
igreja.
O Abner tinha cinco aninhos quando foi morar no céu. Pra
quem não o conheceu, nessas palavras talvez dê pra sentir o quanto ele era
fácil da gente se apaixonar.
Já se vão quase dois meses de eternas saudades. Ainda
estamos inebriados do seu amor, seu carinho, seu jeito de criança e sua força
de gente grande. Não é preciso muito, basta fecharmos os olhos e podemos ouvir
suas risadas, suas palavras engraçadas que não sabíamos de onde vinham; seus gestos,
andado, choro, dar pra desenhar você completo no pensamento; você está gravado
em nossos corações.
Tudo nele encantava, conquistava a todos, até “namoradinhas”. A primeira
ele amava, mas, tinha as suas zangas, ela era tímida e não queria brincar,
porque pra ele, namoro era isso, brincar, brincar até cansar... e era
incansável. Outra
menininha se aproximou quis “namorar” com ele, e ele disse: Não posso, já tenho
namorada. Daí ela falou: Pode sim, meu tio tem duas. Ele respondeu: Posso não,
meu pai só tem uma! Rss..
Com o tempo a primeira se afastou não veio mais brincar, a
outra, fez amizade e brincava sem cansaço e não deu outra ele se declarou de
verdade gente, teve testemunha. Ele declamou o trecho da música (“Tá vendo aquela
lua que brilha lá no céu? Se você me pedir, eu vou buscar
só pra te dar. Se bem que o brilho dela nem
se compara ao seu. Deixa eu te dar um
beijo! Vou mostrar o tempo que perdeu”) e deu um beijinho
do rosto da menina. Aos cinco anos de idade! Mas a eterna namoradinha era mesmo
a dudinha, eles até trocavam presentes.
Sabia falar o seu próprio inglês (pra cantar Michael
Jackson, Beyonce e Justin), e japonês (as músicas do Jaspion e Jiraya), conhecia
também uma porção de louvores, que nem eu conhecia, era de ouvir a Cristina
(mãe dele) cantar. O ultimo que eu o ouvir cantando foi aqui em casa. Estava tocando ao longe na vizinhança, junto
com outras músicas, a gente ia jogar vídeo game, ele parou, perguntou se eu
estava escutando.. eu não consegui assim de primeira, tinha outras músicas
rolando, então ele começou a cantar: “Um
adorador por excelência, um adorador por excelência quero ser!” Foi aí que
eu ouvi. Toda vez que escuto essa música lembro-me desse dia.
Ele sabia que era
crente e tinha seus momentos de exortação.. rss.. Entregava a prima Diná pro pastor, dizendo que
o celular dela era “cru, cru”, só tinha musica do mundo.. rss..
Dizia que quando crescesse ia ser Bombeiro, pra
folgar três dias e brincar com o filho sem parar. Mas teve suas fases de querer ser policial igual ao Nilsinho, primo dele.
Gostava de brincar de luta, de
bonecos, e sabia agradar as meninas também, tinha sempre uma boneca antiga da
mãe dele pra emprestar pras garotas; no UNO, era impressionante, ganhava muitas
(e sem os adultos aliviarem, era jogo sério e não tinha muita paciência com que
não sabia jogar), gostava de basquete, de fazer rastro na pista com o pneu da
bicicleta, chamava os meus brinquedos que guardo desde criança, de as relíquias da Pércyda.
Quando
brincava de hospital, era o médico e sabia todos os procedimentos de pulsão de
veias, anestesias, remédios. Isso por conta das muitas idas ao hospital. Uma
das ultimas brincadeira era de “baladeira” alguns conhecem como estilingue, brincava no quintal e o video game que ganhou do Cleuton, o pai, era a sensação do momento.
Gostava de sentar na calçada com as amigas e passava horas
conversando, são duas senhorinhas, que eram suas vizinhas. Se passava algum conhecido na rua ele
cumprimentava .
Fanzasso do Chaves, estava super empolgado em assistir os
tais dos “episódios perdidos”. Por influencia
do pai, ou por gosto mesmo,
era apaixonado pelo Jaspion, Jiraya, Tandercats, Power Rangers, A turma do Didi
(a antiga que tinha o Zacarias e o Munsun)... Mexia no computador melhor do que
o pai e a mãe. Ainda não sabia ler, mas já tinha decorado a palavra “jogos” e bastava ensinar uma vez e já dominava o
assunto. Rss..
De piscina nem se fala, adorava.
Ele mesmo marcava de fazer
churrasco, chegava e perguntava: “vai trabalhar sábado, Berg? Vamo marcar um
churrasquinho?” Às vezes era “Vamo rachar a pizza, Tom?!” "Vamo rachar um pratinho na Mazé, Dudu?
Nunca ficava por baixo, sempre tinha uma saída pra qualquer
situação, mesmo com cinco aninho. Uma vez um amigo da escola, perguntou por que
ele era careca, ele respondeu: “Não sou careca, meu cabelo é que é invisível!”.
Em todos os cantos falta você. Tudo que você conheceu os
lugares que passou a música, o brinquedo, a brincadeira, a comida, as pessoas
que conheceu, não são mais os mesmos. Até o novo, o que acabamos de viver ou
conhecer nos dá saudade do que você diria, ou faria como reagiria. E o nosso
futuro, mesmo se for feliz, perde um pouquinho da cor. Porque falta você,
Abinho!
Graças a Deus, que temos a esperança de, um dia, nos encontrarmos no céu!!!
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi”


Meu Deus Pérsyda você me fez chorar com essas palavras lindas. realmente tudo no dia-a-dia lembra o Abner, apesar que em 4 meses nossos laços se encurtaram um pouco e não pude passar mais tanto tempo com ele, tudo, tudo que vejo só me faz lembrar dele' quando eu lia, lembrei um episódio hilário, lembra de quando a gente começou a jogar UNO em dia desses ai, eu disse: Abner, me ensina não jogar. kkkk, e ele disse: TIA, SE NUM SABE JOGAR, NÃO JOGA...kkkkkkkkkkk
ResponderExcluirnão esqueço disse, só esqueceu de uma coisa. Das famosas moedinhas que ele pedia pra colocar no cofre, e quando eu dava duas, ele dizia: TIA TU É MUITO PÃO DURO...(KKKKK) SÓ TROUSSE ISSO? KKKKKKKKKKKK, ai ai, são muitas lembranças, no momento que vem a saudade, eu só faço lembrar das coisas boas, das brincadeira, das vezes que eu chegava cansada e só ele me fazia rir á toa. Nunca vou esquecer de você abinho, pra sempre na memória e no coração' ♥
Pois é, o Abinho conquistou todos, até mesmo quem só o conhecia de ouvir falar. Será pra sempre lembrado e amado!
ResponderExcluirAbraço, Dhozeane!